17 de jul de 2014

Segurança Ativa: reveja seus conceitos de segurança



Ouvíamos nossos pais falarem que é "melhor prevenir do que remediar" quando tínhamos opção de evitar algo que pudesse ser prejudicial. A lição também é válida para a segurança do motociclista, afinal, melhor que se proteger de acidentes é evitá-los. E a única forma de evitá-los não é pela sorte – que também ajuda.

A Segurança Ativa é essa única forma de prevenir o pior. Bem conhecida por quem se interessa por carros, geralmente é associada apenas a equipamentos como ABS e Controle de Estabilidade, quando na realidade o item mais importante dela é o ser humano, o que controla a máquina. Sem ele, nenhuma tecnologia de segurança será efetiva.

Mas, afinal, o que é Segurança Ativa e por que ela é tão importante?


Em um carro o controle de estabilidade – também conhecido pela sigla ESP, de Electronic Stability Program, ou Programa Eletrônico de Estabilidade – trabalha para manter o veículo na trajetória correta. É um equipamento de avançada tecnologia que atua separadamente no freio de cada roda para evitar derrapagem e/ou capotamento. Em conjunto com o ABS, é um sistema de segurança ativa que evita acidentes, ao contrário do air bag, item de segurança passiva, da qual falarei em outra oportunidade. Infelizmente, apenas uma minoria dos carros nacionais sai de fábrica com ESP.

Embora o motorista seja peça-chave na segurança, a realidade do motociclista é distinta – e bem pior. Em uma frenagem de emergência, por exemplo, o condutor do Corolla precisa pisar no pedal de freio e manejar o volante. Na mesma situação, o piloto de uma XRE 300 precisa fazer a distribuição da pressão entre os freios dianteiro e traseiro, manejar o guidão, manter o equilíbrio e segurar a transferência de massa nos braços (que estão controlando tudo!).

A Segurança Ativa começa antes de frenagens e desvios de emergência. Começa com atitudes simples, como verificar e substituir lâmpadas queimadas. Para facilitar as coisas, elenquei 10 comportamentos que contribuem para evitar acidentes.

  1. Ter habilitação e habilidade para pilotar: CNH não comprova habilidade, então além de frequentar a autoescola é preciso aprender teoria e prática de pilotagem (a Internet é uma boa aliada nisso, desde que as fontes sejam confiáveis);
  2. Respeitar as leis de trânsito: são regras de convivência que regem o uso comum das vias, são os "termos de uso" das estradas e avenidas. Se todos respeitarem, o trânsito ficará mais organizado e estará menos sujeito a falhas;
  3. Pilotar apenas quando estiver em boas condições: o estresse de uma longa jornada de trabalho pede um passeio de moto, não é mesmo? Nem sempre. O cansaço atrapalha a visão e as reações e pode induzir ao sono. Pilotar depois de uma cervejinha? Nem pensar;
  4. Manter atenção constante ao que acontece ao redor enquanto pilota: para isso é preciso olhar sempre pelos retrovisores e manter a viseira do capacete límpida. O motociclista atento foge de riscos iminentes e é mais respeitado;
  5. Velocidade correta: todo mundo está cansado de saber que velocidade mata. Mas isso é mentira, o que mata é parar de repente e é isso que deve ser evitado. A velocidade correta está entre a indicada na placa e a utilizada pelos outros usuários da via. Andar devagar só é um pouco menos perigoso que andar rápido, mas também tem riscos (falarei sobre isso em outro post);
  6. Respeitar o espaço alheio: o que irrita o motorista não é a presença da moto, mas sua aproximação desnecessária (nenhum motorista quer matar um motociclista). Manter distância dos outros veículos evita fechadas, uma das principais causas de acidentes;
  7. Manter a paciência e nunca comprar brigas: a moto é frágil, então é uma má ideia querer bancar o dono da rua diante de automóveis de passeio e picapes;
  8. Evitar manobras desnecessárias/exibicionismo: nem sempre tudo sai como o planejado, principalmente em uma via pública;
  9. Manter farol e lanterna traseira acesos e sinalizar conversões: farol acesso dá visibilidade, mesmo durante o dia. Sinalizar as manobras com os piscas é obrigatório;
  10. Manter a moto com peças de qualidade: pneus, câmera de ar, pastilhas e lonas de freio, suspensões... economizar na manutenção desse itens é estupidez.