29 de out de 2017

Ontem morreram quase 300 pessoas

No Brasil temos cerca de 300 mortes por dia decorrentes da violência e de acidentes de trânsito. Mais do que qualquer atentado, mais do que qualquer doença, mais do que qualquer guerra contemporânea. São trezentas vidas perdidas por dia, mais de 100 mil por ano.

Esse é mais um daqueles problemas que não discutimos nas rodas de conversa com amigos. Também não tocamos no assunto durante a campanha eleitoral, quando os políticos visitam nossas casas e simulam alguma empatia. É mais um problema que parece não incomodar ninguém, exatamente como esses outros abaixo. 
  • Cerca de 40 mil mortes por acidentes de trânsito por ano;
  • Cerca de 60 mil assassinatos por ano;
  • Mais de 500 mil vítimas graves de acidentes de trânsito, sendo que 352 mil ficam com invalidez permanente (fonte 1/fonte 2);
  • Mais 500 mil roubos de veículos por ano no Brasil;
  • Mais de 130 mil roubos e furtos só no Ceará (fonte);
  • Congresso mais preocupado com os próprios problemas do que com a defesa dos interesses do povo;
  • Cerca de 500 policiais mortos por ano, quase 100 só no Rio de Janeiro (fonte1/fonte 2);
  • Judiciário prejudicando o trabalho da polícia (fonte 1/fonte 2/fonte 3);
  • Violência crescente, com visível aumento no número de assaltos e roubos feitos por menores de idade;
  • Em vez de punir exemplarmente os maníacos do transporte público, como aquele que ejaculou em várias mulheres, Judiciário prefere colocá-los em "cursos de reciclagem" (fonte);
  • Mais de cinquenta bilhões desviados da Petrobras (fonte);
  • R$ 8.300.000.000,00 gastos com estádios para a Copa de 2014, sendo que boa parte deles é subutilizada ou está degrado (fonte 1/fonte 2);
  • Milhões de reais de dinheiro público gastos com Carnaval (fonte);
  • Mais de R$ 2.000.000.000.000,00 (2 trilhões) em impostos arrecadados anualmente, sendo que quase 40% pagos pelo estado de São Paulo (fonte); 
  • SUS joga no lixo milhões em remédios (fonte);
  • Sistema educacional padronizado que empurra os jovens pobres para o desemprego e para o crime por não prepará-los para o mercado e nem para a cidadania (fonte 1/fonte 2/fonte 3);
  • Universitários que têm dificuldade para ler textos pequenos e resolver cálculos simples (fonte);
  • E o problema não é falta de recursos, mas de gestão responsável (fonte 1/fonte 2);
  • Vereadores ganhando mais de R$ 5 mil por mês em municípios extremamente pobres (fonte);
  • Vereadores que ganham mais de R$ 21 mil e têm direito a diversos benefícios. E apesar de ganharem tanto, boa parte do que fazem é inútil (fonte 1/fonte 2/fonte 3/fonte 4);
  • População reclama do presidente, do senador, dos deputados, do governador, do prefeito e do vereador, mas sequer lembra em quem votou na eleição passada (fonte);
  • Mais de 600 mil presidiários que geram custos enormes e continuam cometendo crimes — quase metade deles sequer passaram por julgamento (fonte 1/fonte 2);
  • Bilhões gastos com publicidade estatal (fonte);
  • Pouca ou nenhuma preocupação com o gestão correta do lixo, fato que irá gerar problemas sérios no futuro próximo (fonte);
  • População que não sabe combater o mosquito Aedes Aegypti (fonte);
  • Metade dos brasileiros sem esgoto (fonte);
  • Milhares de obras inacabadas que geraram custos extraordinários e nunca beneficiarão a população;
O título deste texto parece sensacionalista, mas é verdade. Trezentos ontem, trezentos hoje, trezentos amanhã, e nós não nos importamos muito com isso. Chega de apenas querer que só os políticos façam, precisamos mudar nossas atitudes. Não é obrigação dos políticos dirigir nossos carros com segurança, nos proteger dos acidentes de moto, educar nossos filhos, estudar para ter um bom futuro, não se envolver com o crime etc.

Todos os nossos problemas sociais refletem nosso descaso para com eles. A cada dia há mais pessoas morrendo no trânsito, criminosos nas ruas, lixo acumulado, doenças virais, dinheiro do povo desperdiçado e MENOS qualidade de vida. Precisamos repensar nosso papel na sociedade, precisamos AGIR.

Em 2018 teremos eleição novamente, é bastante desejável ver eleitores menos apaixonados pelos candidatos e mais preocupados com o Brasil.

Este texto foi produzido para a campanha Motociclista do Bem. Saiba mais no blog oficial.

19 de set de 2017

Vídeo sobre cruzamentos passa das 19 mil visualizações



O vídeo sobre cruzamentos (disponível no YouTube aqui) alcançou passou a marca de 19 mil visualizações, sendo maior parte delas na página de humor parnaibana PHB is dead. Agradeço imensamente o apoio da equipe, em especial ao Rodrigo.

Nos próximos dias devo gravar outros dois vídeos, em formato vlogger.

Att,

Diego Menezes

6 de mai de 2017

Capacete barato? Não, obrigado


O sujeito vai na concessionária e compra uma moto de R$ 10 mil, mas na hora de comprar um capacete procura daqueles que custam menos de R$ 100. Faz sentido? Não faz. Capacetes duram muito e têm uma utilidade nobre, proteger a cabeça. É mais importante que um iPhone de última geração, que uma camiseta Lacoste ou mesmo que aquele monte de pizza que comemos durante o ano inteiro (somadas passam dos R$ 500). Bem, se é tão importante, tem que ser bom. 

Nesses dias estou à procura de um casco novo e entre as opções coloquei as marcas LS2, Zeus, Bell (tem uns em conta) e talvez AGV (achei por menos de R$ 900). Quero algo em torno de R$ 500, para ser usado com scooter e apenas na cidade. Gostei do Bell Qualifier DLX Devil May Care Matte verde fosco, me lembra os aviões da Segunda Guerra, assunto que aprecio. Alguns da LS2 e da Zeus também parecem legais, mas o que realmente me impressionou foi o AGV K3 Mugello, o da foto abaixo.

Não vejo motivo para alguém economizar na compra de capacete. Fico impressionado com a quantidade de gente andando de Bros 160 usando Taurus ou outros ainda piores. Parece que as pessoas ainda pensam que capacete deve ser usado apenas para evitar multas.


4 de mai de 2017

Nosso trânsito é uma guerra velada

Em 2015 a seguradora responsável pelo DPVAT pagou 42 mil indenizações por morte e 515 mil por invalidez permanente. Nosso trânsito é mortífero como uma guerra, onera o sistema de saúde e gera um pesado custo social. Infelizmente temos dado pouca atenção a esse fato e a redução desses números segue lentamente.

O Piauí tem a maior taxa de óbito por 100 mil habitantes do Nordeste e uma das maiores do Brasil. Nosso país fica atrás de México, Argentina e até da Rússia, mundialmente conhecida pelo tráfego violento. É algo preocupante, principalmente se for considerado a educação do povo, a qualidade das vias e dos automóveis.

A maior vítima é o motociclista, 76% das indenizações do DPVAT são a eles destinadas. Nosso estado pode reverter essa situação. O governo pode e deve fazer sua parte de cuidar e fiscalizar, mas quem deve realmente promover a segurança é o motorista, é o motociclista. É inaceitável que continuemos perdendo vidas, perdendo profissionais que deixam o mercado de trabalho, perdendo pais, crianças e adolescentes.

O projeto Motociclista do Bem surgiu inspirado em programas europeus como o Década de Ações pela Segurança Viária da Fundação FIA, Visão Zero do governo sueco e em recomendações da Organização Mundial de Saúde. É voltado aos motociclistas, mas através de sua campanha De Bem com o Trânsito atinge também pedestres, ciclistas e motoristas.


1 de mai de 2017

Pergunta do dia: Moto rebaixada é mais perigosa?

Além de proporcionar rodar confortável, a suspensão serve também para manter a moto estável em relação aos desníveis do pavimento, absorver impactos e manter os pneus em contato constante com o solo.

Com uma suspensão travada é impossível fazer dosagem de pressão nos freios em frenagem de emergência, visto que os pneus tendem a quicar e reduzir o atrito. Assim, o espaço de frenagem é prolongado.

Nas curvas os pedais podem tocar o solo e causar desequilíbrio. No mais, devido à impossibilidade de inclinar naturalmente, uma simples manobra de desvio pode levar à queda.

29 de abr de 2017

Campanha "De Bem com o Trânsito"



A partir da primeira segunda-feira de Maio de 2017 iniciaremos a distribuição da campanha De Bem com o Trânsito, composta por cinco vídeos e textos e divulgadas em nosso canal no YouTube e em grupo de canais parceiros, formado por sites e blogs de notícias regionais.

Os cinco vídeos abordarão conteúdos distintos e relacionados às maiores causas de acidentes de trânsito. Serão complementados por textos breves e serão distribuídos ainda por WhatsApp, via grupo próprio e parceiros da cidade de Parnaíba. Interessados em participar do grupo devem enviar número de telefone para formulário de contato no canto inferior desta página.

Inicialmente os sites e blogs parceiros foram convidados, mas eventuais voluntários poderão juntar-se ao grupo tranquilamente, bastando solicitar o conteúdo pelo mesmo formulário. Salientamos que a divulgação do conteúdo demonstra preocupação com uma causa tão nobre quanto o movimento pela redução da violência no trânsito.

Distribuição de DVDs

Após a publicação de todos os vídeos em nosso canal no YouTube, produziremos DVDs para distribuição no trânsito, inicialmente na cidade de Parnaíba-PI. Disponibilizaremos ainda, na capa do próprio disco, link para grupo no WhatsApp e para download de imagem de disco.

28 de abr de 2017

Cruzamentos: de Bem com o Trânsito




Para que não haja acidentes constantes nos cruzamentos existem regras de circulação que devem ser obedecidas. Quando houver a placa Pare a parada é obrigatória. Mas é parar mesmo, colocar o pé no chão e passar três segundos observando o trânsito. Muitas vezes a placa não existe, mas há uma faixa branca bem na esquina à sua frente com o mesmo significado: parada obrigatória.

Nas vias preferenciais não é preciso parar nos cruzamentos, mas é importante manter velocidade reduzida, compatível com a via. Observe a aproximação dos veículos, pois caso algum tente cruzar seu caminho você estará pronto para frear emergencialmente. É muito importante manter velocidade normal para a via porque rápido demais pode não ser visto por quem cruza seu caminho.

Quando não existe sinalização, placa e nem faixa, vale a regra da preferência do veículo que estiver a direita. Atenção: em cruzamentos assim, sem sinalização, todos os condutores precisam imobilizar seu veículo, observar o trânsito, dar preferência para o condutor à sua direita e então seguir. Assista ao vídeo acima para saber mais.

13 de mar de 2017

Yamaha Neo 125


A Honda Biz lidera o segmento de motos familiares desde quando foi lançada, em 1998. Na terceira geração, hoje figura como a popular mais adequada ao uso urbano, sobretudo no interior, onde ruas sem asfalto fazem os scooters sofrerem. Tem como principal qualidade o grande bagageiro sob o assento, capaz de comportar um capacete fechado ou 10 kg de coisas.

A Yamaha tentou bater de frente com a Crypton 105, mas desistiu em 2005 e passou a brigar com o scooter Neo 115, sem sucesso. A Crypton voltou para entrar na briga que incluía a Honda Pop, mas saiu de linha em 2016 e a o negócio agora é entre o novo scooter Neo 125 e a tradicional Biz. Mesmo que tenham formatos diferentes, o objetivo é o mesmo: conquistar jovens motociclistas, donas de casa e também homens que busquem uma segunda moto mais prática.



Neo sucede Crypton. De novo

Sem a Crypton 115 a Yamaha tenta emplacar o scooter Neo 125 como o produto mais acessível da gama, oferecido por R$ 8.000. O nome é o mesmo daquele que sucedeu a Crypton 105 no ano de 2005, mas o produto é completamente novo. O objetivo dele é ser uma alternativa diferenciada às Hondas Biz 110 (R$ 7.400) e Biz 125 (R$ 9.120).

Mesmo sendo melhor e mais barata na versão sem partida elétrica, a Crypton 115 não conseguiu desbancar a Honda Pop nas vendas e foi massacrada pela Biz 100. Tinha boas qualidades e um pequeno porta-objetos sob o assento, mas a Yamaha pecou no marketing e o povo continuou comprando muita Honda.



Yamaha Neo 125

A Yamaha sabe que não consegue concorrer com as Hondas, agora com motor 110, então seguiu um caminho diferente. A Crypton 115K (que custava o mesmo que uma Pop, mesmo sendo infinitamente melhor) deixou de ser produzida para ceder lugar ao scooter Neo 125.

O formato é padrão de scooter, mas as carenagens com formas exóticas tenta ser um atrativo para o jovem, bem como o farol com LEDs, freio combinado com dianteiro a disco e as rodas de 14 polegadas, maiores que a da Honda Lead 110, por exemplo. Mas peca pela falta de porta-objetos com capacidade para capacete fechado (cabe apenas um do tipo aberto), que serviria para compras ou material escolar.

Atrativos diferenciados

Sabendo que o produto não conseguiria por si só bater as concorrentes da Honda, a Yamaha criou atrativos que podem convencer. O primeiro deles é o programa de preços fixos para revisões, que na verdade são caras. A primeira (aos 1000 km) custa R$ 42 e a segunda (3000 km), R$ 38. No entanto, a de 6000 km custa R$ 227.

Há ainda seguro com preço padrão e assistência 24h para problemas básicos. O seguro em parceria com a Mapfre custa R$ 600 por ano e cobre roubo, colisão, danos materiais, morais e corporais. A franquia também é fixa em R$ 900. A assistência grátis no primeiro ano inclui reboque, socorro mecânico, elétrico, chaveiro, danos aos pneus, pane seca, hospedagem, táxi e despachante, dentre outros.



7 de mar de 2017

Protetor de pescoço pode ser solução contra cerol



Algumas fábricas de itens de segurança para motociclistas estão produzindo um protetor de pescoço que promete evitar ferimentos causados por linhas de pipa com cerol. O equipamento tem custo atrativo e parece ser eficiente para substituir as antenas, que podem ferir em quedas.

Esse novo produto envolve o pescoço e fica com a parte inferior sob a jaqueta e a superior dentro do capacete, de modo que não gire ou deixe pele descoberta. Na parte frontal há proteção metálica embutida. Encontramos à venda no Mercado Livre três modelos de fábricas diferentes. 



O da X11 custa cerca de cinquenta reais e é produzido com Neoprene de 3 mm de espessura, um material elástico, aderente e resistente à chuva. Por dentro tem quatro fios de ferro de 1,8 mm e é regulado por velcro. Disponível apenas na cor preta. O da HLX tem formato semelhante e seis fios de aço. Custa cerca de R$ 75,00.

Também de Neoprene, o modelo da Kavallero (foto inicial) chega até o nariz e tem cinco fios de aço de 4,2 mm revestidos com PVC, além de uma camada de poliéster. Deve proteger melhor contra linhas com cerol e também contra o frio. Custa cerca de R$ 130,00. 

2 de mar de 2017

Sensor de ponto cego, o novo amigo do motociclista


Os motoristas brasileiros já podem instalar em seus carros o monitor de ponto cego, equipamento eletrônico daqueles que estão no grupo das "tecnologias amigas do motociclista". Antes disponível apenas em carros de luxo, agora é um acessório vendido para qualquer modelo, mesmo que seja popular.

Também conhecido como sensor de ponto cego, o equipamento identifica através de sinais ultrassom veículos fora do campo de visão do motorista e alerta por meio de sinais sonoros e/ou luminosos. As luzes de aviso podem ser fixadas nas colunas dianteiras, próximas dos retrovisores. Custa entre R$ 600 a R$ 900 instalado e já está disponível no Mercado Livre. Quanto mais carros terem o acessório, melhor para os motociclistas.

24 de fev de 2017

Inscreva-se em nosso canal


Em breve daremos continuidade à produção de vídeos para nosso canal no YouTube. Os novos vídeos abordarão os assuntos tratados em textos nesta página, de forma simplificada e ilustrada para facilitar a compreensão daqueles que não têm tempo para a leitura.

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23 de fev de 2017

DPVAT: Onde dar entrada?



Para receber o prêmio do seguro DPVAT não é preciso procurar advogado, despachante ou qualquer outro intermediário. A Seguradora Líder disponibiliza cerca de 8 mil pontos de atendimento que permitem às vítimas de acidentes de trânsito darem entrada no processo por conta própria. 

Nas pequenas cidades do interior as agências dos Correios estão aptas a realizar o atendimento, basta a pessoa interessada (a vítima) levar consigo a documentação correta. Nas cidades maiores, empresas e órgãos parceiros, como corretoras de seguros, sindicatos e as próprias agências dos Correios, também estão habilitadas a prestar atendimento.

Clique sobre a imagem acima para consultar um ponto de atendimento.

Como limpar a corrente de transmissão



A terra é a maior inimiga da corrente de transmissão porque funciona como um esmeril que desgasta o metal toda vez que a moto anda. É preciso retirar essa terra pelo menos uma vez a cada dois meses ou menos. Você precisa apenas de:

  • 200 ml de óleo diesel;
  • Escova de dentes descartada ou pincel de cerdas duras;
  • Lata de margarina 500g vazia ou bandeja de alumínio (de bolo, por exemplo) retangular inutilizada;
  • Ferramenta para remover a tampa do pinhão;
  • Chave de fenda velha.

Passos

  1. Coloque a moto sobre o cavalete;
  2. Retire a tampa do pinhão;
  3. Molhe a escova/pincel no óleo e esfregue a corrente pela parte de baixo. Mantenha a lata/bandeja abaixo do pincel para coletar todo óleo que escorre. Gire a roda até completar roda a corrente, com bastante cuidado para não deixar óleo cair no chão;
  4. Escove a coroa e o local do pinhão e remova a crosta com a chave de fenda;
  5. Monte a tampa do pinhão;
  6. Lave a moto conforme nosso Guia;
  7. Verifique a folga da corrente e faça a regulagem conforme consta no manual da moto;
  8. Lubrifique a corrente com lubrificante apropriado ou óleo SAE 80 ou SAE 90;

Cuidados


  1. Não jogue o óleo dentro do tanque de lavar, pia ou esgoto e nem na terra. Recoloque dentro da garrafa, espere a terra ir para o fundo e transfira apenas o líquido para outro recipiente. O mesmo óleo diesel pode ser utilizado várias vezes.
  2. Ao contrário do diesel, querosene danifica os retentores dos elos da corrente.

[Foto: Zero Motorcycles]

16 de fev de 2017

Tecnologias a serviço da segurança do motociclista



Os dispositivos eletrônicos de segurança para motocicletas estão aparecendo e evoluindo rapidamente. Desde o lançamento do ABS para motos em 1994, outros "anjos" apareceram e estão se tornando populares. Evidentemente, as tecnologias precisam descer a hierarquia de preço de mercado, então o que hoje está disponível apenas numa KTM pode ser item de série numa XJ6 em cinco anos e numa Titan em dez.

ABS


O sistema dispensa maiores apresentações. Evita o travamento das rodas durante a frenagem. Está cada vez mais popular: na Europa equipará todas as motos com motor igual ou maior que 125 a partir de 2016 e no Brasil é opcional nas Hondas CB 300R e XRE 300.

eCBS


Distribui a força de frenagem entre os eixos dianteiro e traseiro de acordo com a necessidade e independente da proporção aplicada aos comandos. Ao contrário daquele que equipa a Honda Titan e boa parte dos scooters, é eletrônico e dependente do ABS.

HHC (Controle de subida)


Hill Hold Control, em subidas íngremes segura o freio por um segundo ou até a moto sair do lugar. Evita que a moto desça para trás e cause uma vergonhosa queda. É útil em motos pesadas, principalmente com garupa.

MSC (Controle de Estabilidade)


Motorcycle Stability Control, o novo anjo da guarda dos motociclistas. Evita derrapagens durante curvas, evita que a moto volte à posição vertical durante uma frenagem em curva e evita empinadas por excesso de aceleração. O dispositivo atua em conjunto com ABS, eCBS, TCS e acelerador eletrônico para medir inclinação, aceleração, força de frenagem e cortar aceleração. Equipa, entre outras, a KTM Adventure 1190.


TCS (Controle de tração)


Traction Control System, evita o destracionamento da roda traseira durante a aceleração. O TCS não permite que a roda traseira gire em falso e atua em conjunto com o ABS e o acelerador eletrônico, pois depende do sensor de rotação e da aplicação do freio. Indispensável em motos potentes, está presente em Yamaha R1 e Kawasaki ZX-10R.

9 de fev de 2017

Princípios da sinalização viária



O Departamento Nacional de Trânsito estabeleceu princípios que norteiam a concepção e a implantação de sinalizações viárias. Devem ser seguidos por todos os órgãos responsáveis por faixas, placas e outros dispositivos.

Os princípios são os seguintes:

  1. Legalidade: estar de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro e legislação complementar;
  2. Suficiência: permitir fácil percepção, com quantidade de sinalização compatível com a necessidade;
  3. Padronização: seguir padrão legalmente estabelecido;
  4. Uniformidade: situações iguais devem ser sinalizadas com os mesmos critérios;
  5. Clareza: transmitir mensagens objetivas de fácil compreensão;
  6. Precisão e confiabilidade: ser precisa e confiável, corresponder à situação existente; ter credibilidade;
  7. Visibilidade e legibilidade: ser vista à distância necessária; ser interpretada em tempo hábil para a tomada de decisão;
  8. Manutenção e conservação: estar permanentemente limpa, conservada e visível;

[Fonte: Manual Brasileiro de Sinalização Viária]
[Foto: Diário de Pernambuco]

2 de fev de 2017

KTM 1190 e o controle de estabilidade


O ABS lançado pela BMW K 100 LT possibilitou a criação de importantes recursos de segurança, sendo um deles o Controle de Tração, conhecido pela sigla TCS, de traction control system. O último desses recursos é o Controle de Estabilidade (MSC, de motorcycle stabilty control). Apesar de a tecnologia ser da Bosch alemã, a primazia de tê-la em uma moto de produção pertence à austríaca KTM, que instalou na 1190 Adventure 2014.

19 de jan de 2017

Devo usar capacete mesmo que minha cidade não tenha fiscalização?

Antes de mais nada, a resposta é sim. O capacete não serve para agradar agentes de trânsito e policiais rodoviários, que fiscalizam sua utilização. O capacete é um item de segurança indispensável ao usuário de qualquer tipo de moto, independente da cilindrada.

Há outra questão importante, porém. A qualidade do capacete deve ser posta em primeiro lugar, visto que no mercado existem centenas de opções não recomendáveis devido à baixa capacidade de absorver impactos e proteger a cabeça. Aqueles modelos vendidos por algumas dezenas de reais não passam de paliativos feitos apenas para "fazer de conta".

Infelizmente nas cidades sem trânsito fiscalizado as pessoas não usam capacete, ou utilizam capacetes ruins quando trafegam em rodovias. Algumas delas morrem em acidentes banais por conta de impactos na cabeça que poderiam ter sido evitados.

11 de jan de 2017

87% das vítimas de acidentes de trânsito atendidas em hospital estavam em motos


O Hospital Estadual Dirceu Arcoverde da cidade de Parnaíba-PI atendeu a mais de seis mil vítimas de acidentes de trânsito em 2016. A unidade é conhecida por atender pacientes de diversos municípios, incluindo alguns do Maranhão e do Ceará.

Segundo relatório apresentado pelo HEDA através do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia, 5323 das 6136 (87%) vítimas de acidentes de trânsito eram condutoras ou passageiras de motocicletas. Curiosamente, na segunda posição estão os ciclistas (7%); motoristas (4%) e pedestres (2%) aparecem à frente.

Como em outras regiões, homens (72%) jovens (28%) representam a maioria dos acidentados. Cerca de 37% deles residem fora de Parnaíba. O hospital diz buscar soluções para reduzir o número de vítimas de acidentes. A campanha Motociclista do Bem coloca-se à disposição para parcerias.

10 de jan de 2017

Opções para trocar a moto por um carro



Para quem precisa substituir a moto como transporte da família existem opções práticas e econômicas entre os carros populares modernos, com injeção eletrônica e carroceria relativamente moderna. Por cerca de R$ 8 mil é possível — com paciência — comprar um Chevrolet Corsa, Fiat Mille, Fiat Palio ou um Volkswagen Gol.

São carros econômicos e fáceis de manter em qualquer região do país. Por terem permanecido muito tempo no mercado têm peças baratas e fáceis de encontrar, ao contrário por exemplo de outros igualmente baratos para comprar como Ford Fiesta, Renault Clio e Peugeot 206. O site parceiro Autoguide fez um excelente artigo sobre as opções citadas com detalhes e dicas. Vale a leitura.

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